Liberta a Escassez

Abraça a abundância

A abundância é um tema recorrente seja qual for a abordagem. É um tema que inevitavelmente surge como algo a alcançar, como se fosse um estado que temos de “correr atrás”. Para a perspectiva sistémica a abundância é algo que está sempre presente em nós mesmo que em momentos mais desconectados de nos mesmos não a sintamos.

Não nos sentimos abundantes porque estamos conectados com o pólo oposto que é a escassez. E na verdade é mais fácil ligarmos à Escassez do que à abundância, por diversos factores.

 

Nascemos como seres abundantes e ao longo do caminho, ao longo da nossa vida vamos nos conectando ao exterior de forma a nos adaptarmos a ele e para isso fazemos tudo o que é esperado. O sentimento de pertença a um grupo, principalmente ao sistema familiar faz com que por vezes sejamos movidos pela consciência colectiva e percamos um pouco a ligação à consciência pessoal, a ligação à alma, que sabe sempre o certo, sabe sempre o melhor caminho. Se no nosso sistema familiar existirem crenças de que a vida é difícil, de que temos de trabalhar muito para alcançar algo, se tudo tem de ser esforçado, automaticamente iremos repetir e perpetuar essas crenças, repetindo os mesmos padrões, repetindo as mesmas crenças, porque queremos pertencer porque acima de tudo nenhum de nós quer ser excluído, principalmente por aqueles que ama.

Quando nos ligamos a esse tipo de crenças, estamos a vibrar no pólo da escassez, porque estamos a ir contra ao que verdadeiramente sentimos e desejamos, porque cada vez mais existe a expansão de consciência e o querer ser melhor a cada dia e isso faz com que queiramos viver a vida de forma plena, de forma abundante. E esses são os planos que o Universo tem para cada um de nós! Só precisamos de parar nos conectar ao nosso interior e escutar.

Claro que não é fácil de rompermos com estas crenças se continuarmos a olhar para elas como algo negativo, como algo que está para alem de nós e isso é o que muitas vezes desejamos, desejamos romper e fazer diferente. Esse é um dos pressupostos da perspectiva sistémica. Tonarmos nos livres. Mas não temos como ser livres e abundantes se não estivermos ligados à Vida, se não honrarmos a origem da vida, se não honrarmos a Mãe dentro de cada um de nós. Mais do que o romper existe o honrar, honrar a Vida que nos foi dada que nos foi concedida, e não existe maior abundância do que a alegria de viver, do que a gratidão do estar vivo e poder construir um caminho todos os dias.

A única forma que temos de libertar a escassez em nós é honrar o destino de cada membro da nossa família, não nos rebelando mas entendendo todo o contexto, olhar para esse destino e sentirmos nos gratos pela vida que veio deles até nós. É tomar a Mãe dentro do nosso coração, para além do contexto, olhar para a Mãe como a origem da Vida, tomar a vida como uma verdadeira bênção. Querer fazer diferente e não melhor, quando olhamos para a nossa família, e nos deparamos com situações que claramente não queremos repetir, não queremos fazer igual existe uma tendência de nos revoltarmos contra e até uma prepotência ao querer fazer melhor, como se fossemos “mais” do que cada um, mas ao nos colocarmos acima estamos a perder a ligação à Vida e por consequência a vibrar na Escassez, porque entramos em esforço, porque não temos como não olhar para tudo isso sem ser de forma amorosa, sem honrar tudo o que foi feito por cada. Cada um fez sem dúvida o que melhor que sabia mesmo que aos nossos olhos seja difícil de entender.

Então um dos pressupostos é fazer diferente e não “melhor”. Fazer diferente é ligarmos nos à alma e fazer o que cada um individualmente veio para fazer. Seguir o caminho do coração. Olhando para todos eles com Amor. Sentir a vida que abundantemente habita dentro de cada um de nós e que se renova todos os dias.

Então liberta o esforço, coloca amor em tudo o que fazes e liga-te a Vida que tu és. Honra a tua história e abre-te ao que o Universo tem para ti.

Tu já és um ser abundante. Não sabias? 🙂

Ana Sofia Correia

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