Cuidemos do nosso Planeta: A indústria da moda

A indústria da moda é um dos setores mais poluentes do mundo. O consumo de água e o uso de pesticidas são os aspetos ambientais com maior impacto.

A produção de vestuário que adquirimos é maioritariamente proveniente de países mais pobres, onde a mão de obra é mais barata. São estes países, com dificuldades de desenvolvimento, que têm de gerir os impactos ambientais e também sociais, uma vez que os trabalhadores estão sujeitos a condições laborais precárias.

Há ainda toda a questão do destino que é dado à roupa usada dos países desenvolvidos.

Para alívio de muitas consciências, a doação de vestuário é uma das soluções para abrirmos espaço no nosso armário às roupas da nova estação.

Alguns países da Ásia, África e América do Sul já proibiram a entrada de roupa em segunda mão proveniente de outros países. O objetivo desta proibição é efetivamente promover a produção local, desenvolvendo a economia através da criação de emprego e redução da pobreza, uma vez que as toneladas de roupa que chegam àqueles países não só prejudicam as indústrias e comércio locais, como muitas vezes acabam acumuladas em aterros.

A moda rápida (fast-fashion), caracterizada pela produção barata e de baixa qualidade, contribui, e muito, para os níveis de consumo exagerados que atualmente se verificam nos países desenvolvidos. E, aparentemente, o único impacto positivo parece estar associado aos lucros avultados que a indústria da moda obtém anualmente.

Algumas marcas de fast-fashion já lançaram campanhas para a reciclagem de roupa, mas a verdade é que estas iniciativas não são suficientes: reciclam num ano o que vendem em dois dias.

Devemos tornar-nos mais despertos quanto aos impactos negativos das nossas escolhas. A real necessidade na aquisição de uma nova peça de roupa e a proveniência da mesma são dois pontos que todos nós devíamos questionar no momento (por vezes, impulsivo) de fazer compras.

A doação de roupa a instituições locais que realmente necessitem de vestuário e as inúmeras lojas de roupa em segunda mão que já existem em Portugal são formas de reduzirmos o nosso impacto ambiental e social.

Existem também iniciativas muito interessantes para os mais sensíveis ao tema. A Fashion Revolution Portugal organiza eventos como mercados de troca de roupa, onde qualquer um pode levar as suas roupas que já não usa e trocá-las por outras a seu gosto.

Inês Gomes

Fontes de informação:

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