O Lanche Desaparecido

O Lanche Desaparecido

Todas as tardes, quando tocava a campainha das 4 e meia da tarde, a escola ficava numa grande animação! Era a hora do lanche. Todos abriam as suas lancheiras e, a rir e a conversar, comiam o que tinham trazido de casa. Mas, naquele dia, a lancheira do Paulo desapareceu! Todos o ajudaram a procurar por todo o lado.

— Não está em lado nenhum, de certeza que te esqueceste de a trazer de casa! — disse o Diogo, a tentar acabar com aquelas buscas que não estavam a levar a nada.

Mas o Paulo tinha a certeza que não se esquecera. Lembrava-se perfeitamente de a ter levado, de manhã. Que estranho! E, o pior, ia ter de ficar sem lanche até chegar a casa…
O Paulo não podia ficar sem lanchar! A Margarida estava cheia de vontade de lhe oferecer metade do seu lanche. Mas olhava para a sua sandes de mortadela e pensava que assim iam ficar os dois com fome. Mesmo assim, lá foi tímida e disse:
— Olha, eu sei que não é muito e podes ficar com fome, mas eu dou-te metade do meu lanche!
O Paulo sorriu:
— Oh, Margarida! Obrigada! E eu adoro mortadela!!!
Estavam os dois a dividir a sandes quando chegou o Dinis e, vendo aquele bonito gesto da Margarida, resolveu fazer o mesmo.

Aos poucos, todos se juntavam para partilhar o seu lanche. O pátio da escola era já um piquenique gigante quando as professoras se aperceberam. De uma lancheira desaparecida tinha nascido uma festa entre todos os alunos!

A verdade é que as professoras se juntaram e o resto da tarde foi passado a partilhar, já não a comida, mas muitas gargalhadas.

Agora vamos lá, pensar com calma faz bem à alma!
— O que aconteceu ao Paulo?
— A Margarida não estava muito convencida quando pensou em dividir o seu lanche. É preciso coragem?
— O que é partilhar?
— Ajudar e partilhar é a mesma coisa?

Vanessa Martins

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