Viagens – Madeira

Os que me conhecem, sabem bem o quanto sou tímida e cheia de medos.

Para mim, era impensável fazer uma viagem sozinha. Até que, em 2016, tudo mudou na minha vida. Comei a ler blogues de pessoas que viajam sozinhas e dei conta que há muita gente a viajar sozinha, pelos mais diversos motivos.

Pesquisei, pesquisei muito sobre o local para onde iría passar uns dias fora da minha zona de conforto, fora de tudo aquilo que conhecia anteriormente e apenas com uma companhia, Eu!

Finalmente marquei viajem, comprei e paguei tudo para não haver desculpas para desistir. E lá estava eu, pronta para a grande aventura!

O meu primeiro grande desafio foi no aeroporto. Como é que eu me ía desenrascar no meio daquela multidão? Como sabería qual a fila? Aquilo para mim era Nova Yorque…

Enfim no avião, na janela a olhar o horizonte e a pensar que afinal era capaz, pois dalí já não podia saltar. A viagem durou cerca de uma hora e meia, e logo estava a aterrar no pequeno aeroporto da Madeira! Foi dificil, tive medo, mas superei.

Estava então sozinha, numa Pequena Ilha, no meio do Oceano.

Depressa chegou um senhor que me viria buscar e, ao longo do pequeno caminho até ao hotel, os meus olhos não conseguiam parar de olhar e contemplar tamanha beleza. Depressa arrumei as minhas coisas no quarto de hotel e saí sem rumo pela cidade do Funchal. Passear pelas ruas, caminhando, sentindo a brisa do mar em redor, muita Felicidade junta. Pensei “estou a adorar a minha companhia”.

Dei por mim no meio da multidão a gritar pelo futebol (estavamos na época do mundial de futebol e na terra do grande Ronaldo) e beber cerveja na companhia de outros que nunca tinha visto.

Nos dias seguintes, as visitas guiadas aos pontos característicos da ilha faziam as delícias de todos os turistas que por ali andavam.

E, no culminar da visita à ilha, fui contemp

lar a mais linda paisagem alguma vez vista por mim. Após uma caminhada de 2 horas sempre a subir e com muito calor, eis que chego ao pico Ruivo! Fiquei sem ar, sem respirar, sem forças e quase a desmaiar. Não fosse tamanha beleza, não sabería como ultrapassar tamanho problema!

Por esta paisagem tudo vale a pena, mesmo viajar sozinha! Pois quem será melhor companhia para nós próprios, do que nós?

 

(P.S. este ano já tenho nova viagem marcada! 🙂 )

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