Sentimentos na adolescência

Entrámos agora à pouco tempo no mês de fevereiro, o mês do amor. Temos o dia dos namorados e acabamos todos por prolongar esse dia para um mês inteiro. Por isso este mês vim com o tema do amor na adolescência, para descomplicar todos estes sentimentos que aqui vão dentro, aqui e em geral na adolescência.

Como estamos na adolescência todas as escolhas que fazemos nem sempre são as mais acertadas, principalmente em relação ao amor. Por vezes a forma como interpretamos os sentimentos de atração são “perigosos”, no termo em que maior parte das vezes nos atiramos de cabeça para as relações por pensarmos que nunca mais vai haver alguém assim na nossa vida. Mas não, para e pensa, tu és um jovem, ainda te esperam imensos anos pela frente, ainda vais conhecer mil pessoas ao longo da tua vida e vais te despedir de outras mil portanto calma e pensa bem antes de entrares para uma relação. Porque apesar de Hollywood fazer parecer que as relações são muito fáceis, não são. Todas as relações exigem esforço e dedicação, tempo, sorrisos e lágrimas.

Uma coisa que é importante referir é o facto de que cada um lida com os seus sentimentos de forma diferente, uns gostam mais de os expor e outros gostam mais de os conter. Existem depois as diferenças entres rapazes e raparigas. Por isso temos sempre de ir com mente aberta e não ir já com o intuito de ajudar e/ou criticar.

Em geral os adolescentes não se sentem muito confortáveis para expor os seus sentimentos aos adultos, acho que sentem menos confiança com eles, no termo que acham que os adultos tem muito mais experiência e que se lhes contarmos os nossos sentimentos era como se estivéssemos a contar os nossos erros. Por outro acaba por ser uma coisa muito pessoal e acho que todos nós nos acabamos por nos fecharmos em relação a este tema.

Como uma parte fundamental da educação, temos sempre os pais/adultos a dizer-nos o que fazer e como fazer, sendo que os sentimentos são uma coisa pessoal, acabamos por não lhes contar como forma de termos algo apenas nosso e que eles não nos podem “obrigar” a revelar.

É por outro lado importante que aceitemos todas as escolhas e não as julguemos, podemos aconselhar, mas não criticar, porque às vezes isso pode gerar mais sentimento de revolta e criar ali emoções negativas e que os levem a fazer o errado só para marcarem uma posição

Temos sempre de respeitar a privacidade de todos e não os podemos obrigar a “abrirem-se” para nós, mas ao mesmo tempo temos o dever de como amigos e pais procurar sinais de alguma coisa, maior parte das depressões são ganhas por falta de atenção e companhia com que desabafar. Ás vezes é apenas importante falarmos com alguém, podemos nem estar a dizer tudo com nexo, mas apenas falar e despejar tudo.

Ás vezes as pessoas que mais falam são as que têm mais problemas e escondem os problemas com alegria e sorrisos, outras vezes são as pessoas mais caladas que têm medo de se exprimir por medo de errar. Ter atenção a estas pessoas, às vezes elas não precisam de ajuda, às vezes simplesmente precisam de alguém que as ouça, por vezes apenas de um amigo, não um adulto.

Sara Ferreira

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