E quando não houver jeito, ainda assim, vá…

…vá em busca de ser você mesmo, de realizar sonhos, de encontrar amores e desamores, de se perder e de se achar, porque o pior mesmo é não fazer nada, é ficar a ver a vida a passar e sentir que já não fomos.

O que passou de fato não temo como mexer, por mais terapia que se faça a verdade é esta, então é preciso saber o que vamos fazer deste momento em diante. O que se vai fazer com o que ainda temos pela frente, os anos, a vida, os filhos, a família, os sonhos… enfim nós mesmos, o que faremos de nós a partir de hoje?!?!

As pessoas se perdem muitas vezes tentando apagar o passado, curar o passado, revisar ou reviver o passado, e com isto vão perdendo o presente, então é hora mesmo de parar tudo e colocar cada coisa no seu lugar. Neste exato momento em que está a ler este texto, onde está? O que está a fazer faz-lhe bem de alguma maneira? O completa ou realiza? Dos sonhos todos que um dia pensou em fazer ou viver qual deles ainda dá para lá ir? Para e pensa, estas perguntas não saem da sua cabeça de alguma forma mais clara ou menos. Cada vez que adoece pode ser o seu corpo a lhe dizer para pensar, para mudar o rumo das suas escolhas. Cada vez que pensa na sua vida e tem saudades de algo ou de até de si mesmo é uma chamada de atenção para o que anda a fazer.

Na próxima vez em que estiver com alguém que, por qualquer razão está a passar um momento menos fácil, lembra só de que as respostas ela até as conhece, mas se calhar ainda não está no ponto de as acolher ou realizar(…)

Adoro sentar nos cafés das grandes cidades, daquelas onde o movimento não para de gente de todas as idades com mil faces e facetas a perambularem por ali, dá-me a exata noção do todo e do nada que somos. A vida é assim um todo e um nada que está à espera de que façamos algo com ela para realizar quem somos e viemos ser. Sei do clichê do “seja você mesmo”, que os demais já existem, mas é que é verdade isto e tão verdade que até incomoda de tão simples.

Posto isto, a questão fica simples, o que andamos a fazer para ser? E não precisa sair por aí desapegando de tudo ou perdendo o bom senso, porque isto não é ir a vida isto é perder o juízo e são coisas completamente distintas. Quando faço esta pergunta estou a espera de uma resposta muito mais prática e pragmática do gênero, estou praticando exercícios físicos regularmente, ou cuido melhor do que como ou leio, ou ainda comecei a olhar para mim com mais carinho e atenção. Respostas de quem sabe que para mudar o que quer que seja é preciso de ter os pés bem assentes no chão nosso de cada dia, não é sair abandonando emprego, família e etc. sem pensar muito sobre o tema. Este tipo de “revolução” nem sempre é uma transformação sustentável, porque cada um de nós sabe com o que pode aguentar, que passos consegue dar e manter a curto e longo prazo, quais os que precisam de ser mais a frente ou os que talvez nunca venham a acontecer, e tudo bem porque o mais importante é melhorar-se como pessoa e isto sim transforma um mundo.

Não insisto nunca com os que vem para uma consulta comigo para optarem por isto ou por aquilo, explico bem tudo para que possa perceber que opções e caminhos tem, e o desdobrar dos mesmos. Depois é com cada um, não só porque respeito a escolha de cada um mas especialmente procuro perceber a etapa e possibilidade de cada um, podemos todos querer o mesmo mas definitivamente cada um de nós está num ponto, nem melhor e nem pior, só num ponto da vida onde pode ou não fazer isto ou aquilo, tomar esta ou aquela decisão.

Na próxima vez em que estiver com alguém que, por qualquer razão está a passar um momento menos fácil, lembra só de que as respostas ela até as conhece, mas se calhar ainda não está no ponto de as acolher ou realizar, então não peça por algo que a mesma não pode dar, isto não seria justo com a pessoa e nem com você. Mas cuidado, estar lá não quer dizer carregar ninguém nas costas e pensar que está sendo “bom”, isto é tema para outro texto, então lembra só de fazer o melhor que pode, mas deixar que o outro assuma o poder e controle sobre a sua própria vida e escolhas, no tempo que puder e da forma que puder.

E que o Outono traga a sabedoria necessária a cada um de nós, porque é no recolhimento que aprendemos a valorizar os dias de sol, os sorrisos, mas também temos tempo para descansar, para cuidar do nosso interior e rever o que for caso disto. Sempre cuidando da nossa saúde física, emocional, mental e espiritual!

Abraço,
Jaqueline Reyes

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