És tu que decides a tua cura

Paisagem de montanha, com um caminho sinuoso.Todos temos problemas, defeitos e todos temos que nos curar – de ficar bem.

Mesmo para os problemas que conhecemos em nós, tipicamente não podemos falar propriamente de soluções. Soluções são paliativos. Curas, sim, são o quebrar do padrão e encontrar um novo, de forma que o problema deixa de fazer sentido em nós. É como se, com a nossa mudança, o puzzle mudasse e agora temos uma peça que já não encaixa em nós – o problema deixa de sintonizar connosco. Então, sempre que possível, devemos ir muito além do processo de “cuidados paleativos”. Isto é o que podemos chamar de “procurar a raiz do problema”. Tal como com as ervas daninhas do jardim, estas só deixam de crescer quando as arrancamos pela raiz. Enquanto não o fizermos, a erva vai continuar a crescer. (E, para cúmulo, vai crescer mais forte que antes.)

Uma procura por uma cura é sempre uma procura. E isso implica que se encontrem e experimentem diferentes curas pelo caminho, até percebermos qual é a que verdadeiramente resulta para nós. Pode até acontecer que nos tenhamos de convencer de que “aquela” é a “nossa” cura. Mesmo que não seja verdadeiramente aquela que precisamos, é um bom passo, pois estamos a tratar de nós. Interessa, acima de tudo, que tenhamos o discernimento mental de perceber se estamos a melhorar ou não.

Outras vezes, encontramos uma cura, mas continuamos a ver o padrão a repetir-se na nossa mente. Daí a necessidade de mantermos a nossa mente limpa quando palmilhamos pelo nosso processo de cura. Senão, as ervas daninhas voltam a crescer no nosso jardim.

O Viver a Cores procura dar-te esta possibilidade. Em momento algum vamos oferecer-te Felicidade. O que vamos fazer é dar-te a mão, caminhar ao teu lado e ajudar-te a encontrar o teu caminho, o caminho para a tua Felicidade Interior. E, com isso, que consigas continuar a crescer, para que te tornes maior do que a ti próprio. Nós não curamos pessoas, mas ajudamo-las a encontrar a sua cura.

Muitas vezes falamos de “evolução” e é bom que fique claro uma coisa (já que o nosso Ego é muito bom a pregar-nos partidas). Quando falamos de evolução não quer dizer que a pessoa seja “melhor” ou “pior” que outra. Nem sequer faz sentido comparar com alguém. O karma não se mede aos palmos. Quando curamos algo em nós, estamos a resolver esse tema. Cada Ser Humano é muito diverso, e é impossível comparar o estádio de evolução de pessoa para pessoa. É como dizer que uma Laranja é uma fruta mais evoluída do que uma Maçã. Simplesmente não faz sentido.
Nesse sentido, temos de encarar o nosso processo evolutivo de forma transparente. Ou seja, devemo-nos abstrair desse conceito e focarmo-nos na cura em que estamos a trabalhar.

Quando falamos de evolução não quer dizer que a pessoa seja “melhor” ou “pior” que outra. Nem sequer faz sentido comparar com alguém. O karma não se mede aos palmos.

Na mesma linha de ideias, temos também de aprender a dar um passo de cada vez. Querer curar tudo ao mesmo tempo pode ser algo muito para o nosso Ser completo. Podemos aplicar vários paliativos ao mesmo tempo, mas – relembrando – paliativos não são cura. Uma cura é algo profundo em nós, é algo que mudamos em nós para sermos Seres melhores, mais evoluídos. Quando nos curamos, estamos a modificar o nosso padrão genético, espiritual, moral, etc. Essa cura é como mudar a fechadura da nossa casa. A chave que os problemas usam para entrar em nossa casa deixa de funcionar. E eles deixam de fazer parte de nós.

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