Viagem: Roteiro de Praias Fluviais

Praia Fluvial de Açude Pinto

No outro dia, uma amiga pediu-me um roteiro de praias fluviais, a sair de perto da Covilhã. Foi tão bom relembrar estes lugares relaxantes que decidi que fazia todo o sentido alargar a partilha. Isto tudo para lembrar que há alternativas pelo interior, para quem não tem tempo ou possibilidade de se deslocar até à praia, ou simplesmente para quem já está farto de não ter um lugarzinho para por a toalha num areal cheio de gente. Ou quer simplesmente descobrir sítios novos!

Ora então cá vai. Não sou nenhuma especialista, mas há dois anos fiz uma volta muito gira de autocaravana pelas praias fluviais do centro. No verão do ano passado tentei completar alguns sítios que tinham falhado. Eu saio sempre de perto de Coimbra, mas vou fazer aqui o percurso inverso. Andei a procurar, mas já não faço bem ideia de quais os sítios que têm parque de campismo perto. Não sei se isso é relevante, para mim não era. Encontrei julgo que em 95% delas chuveiros (quase sempre com água quente) que era o que mais me interessava por causa da caravana, que obrigava a correrias que não queria em férias.
Bem, saindo da zona da Covilhã, ou Fundão, aconselho a 1ª paragem em Lavacolhos (não fazia ideia de que era tão pertinho). É sossegada, tem um bom café e grelhadores, mas para aqui sim, é bom irem prevenidos porque eu não encontrei nenhum sítio para comprar carne. Acabaram por me vender no próprio café da praia fluvial umas entremeadas, mas porque eu fiz o fado choradinho.
Segunda paragem, bem pertinho: Janeiro de Cima (9 km do Fundão, como veem ainda não nos afastámos muito). Oh pá, eu adorei. Cheguei com o sol a pôr-se, cheia de calor e fui logo dar um mergulho ao anoitecer. Talvez tenha sido por isso, por não haver absolutamente ninguém àquela hora e sair da água já de noite, mas adorei aquele espaço. Sem pretensões e com condições, foi o que achei. Ao lado há Janeiro de Baixo, onde percebi que dava para alugar umas canoas, mas aí não parei. Seguindo em direção a Castelo Branco, no município de Oleiros há uma que se chama Açude Pinto. Já tinha mais gente, um bar todo catita e cheio de gente bonita e simpática. Acho que também vale a pena passar por lá: a água está mais à sombra, por causa de tanto arvoredo, e é gelada. Eu não consegui molhar mais do que o joelho. Mas mesmo assim ficámos por lá dois ou três dias. É agradável.

Praia Fluvial do Cabril

Seguindo para Pedrógão Grande: esta é, para mim, a zona privilegiada das praias fluviais. Primeira paragem: barragem do Cabril. Se tiverem um barco, por pequeno que seja, este espaço é divinal. Mesmo que não tenham, a barragem tem um espaço delimitado com aquelas boias gigantes a formar uma piscina. Torna a água super quente e é delicioso. Mesmo ao lado há um restaurante (só lá fui comprar pão. Não consigo fazer nenhuma crítica) mas de resto é um lugar sossegado e com algum isolamento. Ali, se bem me lembro, não há balneários. Mas tudo se resolve! 😉
Poucos quilómetros abaixo, está a praia fluvial do Mosteiro, com um grande relvado. Também tem espaço para um pequeno barquinho, a água não é tão quente como no Cabril, mas ainda assim vale a pena. Fui muito bem acolhida, sobretudo pela malta do bar, sempre solícitos a carregar telemóveis, a vender gelo e o que mais fosse preciso. Aí sim, balneários com água bem quentinha, foi uma maravilha! 😉
Depois uma paragem em Ana de Aviz, em Figueiró dos Vinhos (sempre em direção a Coimbra): tem parque de campismo, a água é muito agradável, fartei-me de nadar. Tem um barzinho fixe. Muita relva!
Depois têm as Fragas de São Simão, que não cheguei a conhecer, porque só depois soube da existência. Vai ser este ano!

Praia Fluvial de Louçainha

Depois, esta rota termina na Louçainha, no concelho de Penela. É uma grande piscina natural. Pessoalmente, foi a que menos gostei (e foi a 1ª que fiz, eu dei a volta ao contrário). Muita gente, muito barulho, muitos mergulhos daqueles que respingam tudo e todos. Enfim, muita malta nova para uma cota como eu! Eheh
Lembro que quanto mais descem menos a água guarda aquele tom límpido que tem mais perto da nascente. Mas ainda assim há lugares fantásticos.

Um pouco longe disto tudo fica Góis (perto da Lousã), mas a praia fluvial de lá é para mim uma das preferidas do país. Vale mesmo mesmo a pena! No centro de Góis, por baixo de uma ponte muito bonita, com um barzinho numa espécie de ilha, uma zona para crianças, mais baixa; outra para nadarmos à vontade (mais uma vez, um barco aqui é bem-vindo! Se não levarem, tem para aluguer). A última vez que lá fui até tinha aulas de yoga e massagens!

Se quiserem voltar à nossa zona partindo de Coimbra também podem fazer outra rota de praias fluviais! Vindo pela serra, conseguem abstrair-se daquelas curvas e contracurvas todas porque tem espaços bonitos para ir parando com uns mergulhos: praia fluvial de Penacova, logo à saída de Coimbra; Praia Fluvial de São Sebastião da Feira, perto da Ponte das Três Entradas; Praia Fluvial de Avô. Depois, há um desvio por obras na estrada há imensos anos, a lembrar-nos que esta é a zona esquecida do país, mas que nos faz descobrir a magnífica praia Fluvial de Loriga. Terminar em beleza é na Praia Fluvial de Unhais da Serra, com direito a pequenas cascatas, água límpida vinda da serra da Estrela e um espaço bem grande para as crianças poderem brincar à vontade! Tudo isto com um parque de caravanas mesmo ao lado.

Aconselho a que peçam, em qualquer posto de turismo, o “Guia das Praias Fluviais, Zonas Balneares e de Lazer”!

Vanessa Martins

 

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