Medo

Por vezes encontramos obstáculos no nosso caminho que nos levam a canalizarmos a nossa energia para estados emocionais de ansiedade que resultam do perigo ou de ameaças hipotéticas ou imaginárias. Somos levados pelas emoções e, para nos proteger, erguemos as nossas defesas naturais, refugiando-nos em pensamentos negativos que nos levantam preocupações sobre realidades que desconhecemos. O medo tem o poder de limitar e bloquear o discernimento, provoca a angústia e reduz a nossa confiança. Consegue envolver-nos de tal maneira que por momentos somos incapazes de reagir, limitando-nos a desculpas esfarrapadas em vez de enfrentarmos tais desafios. A vida encarrega-se de nos proporcionar a viagem necessária para atingirmos a nossa plenitude, no entanto o percurso pode ser atribulado. É importante estarmos atentos. As oportunidades por vezes surgem atrás de portas que se fecham, o rumo dos acontecimentos altera-se sem aviso prévio e obriga-nos a percorrer trilhos onde não conseguimos ver para lá do nevoeiro denso. E é nestes momentos que devemos soltar as amarras e expandir o nosso raciocínio além da zona de conforto. Somos mais fortes do que julgamos. Recorrendo à força interior adormecida nos recantos do nosso Ser, a coragem renasce, tal como a fénix, para nos ajudar a enfrentar os desafios que se atravessam. O medo deixa-nos em estado de alerta e conhecer os nossos medos demonstra sabedoria. Ao reconhece-los seremos capazes de os controlar, não deixando que o seu domínio prevaleça. Viver o presente sob a preocupação de um futuro incerto, é perdermos a oportunidade de construir o nosso destino. Ao arriscarmos perante as adversidades estamos a dar voz à razão; seremos capazes de ultrapassar barreiras e novos mundos virão até nós. A maior batalha de consciência de qualquer um de nós é vencer o medo. Só assim seremos capazes de abraçar novos desafios.

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